20/10/2014

Integrando as diversas ações apoiadas pelo Sindicato dos Engenheiros em defesa do Pré-Sal, a entidade é uma das signatárias do artigo que trata da gestão da exploração do petróleo e a necessária ampliação da representatividade da sociedade civil nas decis

A província de petróleo do pré-sal se constitui numa riqueza fabulosa, das maiores do mundo, no entanto finita no tempo. Somente com uma gestão nacionalista, competente e socialmente comprometida com o futuro do país, para sua exploração e aplicação dos rendimentos decorrentes poderemos ter uma permanente capacidade de investimento para o desenvolvimento sustentado com justiça social, em benefício de todos nós, para a atual e futuras gerações.

O sucesso da Petrobras na exploração desse petróleo é extraordinário, pois em apenas 7 anos já descobriu mais de 50 bilhões de barris de óleo e gás, que nos garante uma autossuficiência para mais de 60 anos. Portanto não há necessidade de mais leilões de áreas petrolíferas para novas descobertas, pois implicará na aceleração do esgotamento da jazida, e na transferência da propriedade de grande parcela desse óleo para quem ganhar a licitação, em detrimento do interesse do povo brasileiro, seu real proprietário.

Além disso, a extração do petróleo descoberto deve ser na velocidade que atenda estritamente a necessidade e possibilidade de um processo de desenvolvimento do país, evitando a perda por degradação das reservas, e a produção exclusivamente para exportação, que é a pior alternativa por não agregar valor nacional ao produto. Com os leilões isso ficará muito comprometido, pois as companhias privadas têm compromissos imediatos de lucro, inclusive podendo apelar para produção predatória, sem compromisso com os interesses nacionais.

Como o petróleo é finito em todo o mundo, simplesmente ficando enterrado ele estará naturalmente se valorizando, sendo sua extração interessante para o país se for para uma aplicação com rentabilidade superior a ela.

Essas definições para as próximas décadas são propostas pelo CNPE – Conselho Nacional de Política Energética, que tem uma representação diminuta da sociedade civil, e ainda escolhida pelo presidente da república, portanto muito sujeita aos interesses conjunturais de cada governo.

Será importante conseguir uma mudança para que a sociedade civil tenha uma maior representatividade nesse processo, que garanta que os interesses estratégicos de longo prazo de todos os brasileiros sejam atendidos: qualidade de vida com justiça social, permanentemente e para todos.

 

AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobras

SOCECON/RS – Sociedade de Economia

SINDECON/RS – Sindicato dos Economistas

SENGE/RS –Sindicato dos Engenheiros do RGS

SENGE-RS
          

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