13/01/2015

Foto: Agência Câmara

Os petroleiros iniciaram nesta segunda-feira (12) vigília na sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, e prometem repetir o ato diariamente, até que seja paga a participação nos lucros e resultados (PLR), referente a 2014, a que a categoria tem direito, em cumprimento à Lei 10.101/2000.

Segundo informou o diretor-geral do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, o valor relativo à PLR do ano passado deveria ser paga no primeiro mês do ano, como ocorre normalmente, “porque o trabalhador petroleiro já tem sua vida financeira e doméstica toda organizada, porque sabe que em torno do dia 10 de janeiro, recebe a PLR”.

Este ano, Cancella disse que a categoria foi surpreendida pela manifestação da estatal de que não iria pagar na data ajustada, por causa do atraso do balanço do terceiro trimestre (de 2014). A divulgação do balanço foi adiada duas vezes pela empresa, devido a fatos vinculados à Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção na estatal. A divulgação deve ocorrer até o próximo dia 31, conforme anunciou a companhia no final de dezembro, mesmo sem auditoria da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Os petroleiros discordam da postergação do pagamento da PL,R e alegam que durante toda a investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instalada para apurar irregularidades envolvendo a empresa, de 2005 e 2014, todos os indicadores da empresa melhoraram. “A Petrobras aumentou a capacidade de refino, fez novas descobertas e, na semana passada, alçou o primeiro posto de empresa produtora de petróleo no mundo, passando a Exxon Mobil, e é a quarta do mundo em produção de petróleo e gás. Então, isso é fruto do trabalho de uma categoria”, segundo Cancella.

Por isso, o diretor do Sindipetro-RJ exige o pagamento da PLR. Os petroleiros reivindicam também o pagamento de aposentados e pensionistas, já definido pela estatal, mas a empresa não diz, no entanto, quando vai pagar. “Nós estamos exigindo que seja pago logo, nós queremos uma política eficaz de combate à corrupção”, acrescentou.

Os petroleiros querem ainda o fim dos leilões para exploração de petróleo e gás no país. Emanuel Cancella disse que a direção da Petrobras, tentando conter a insatisfação dos empregados, já comunicou a decisão de antecipar o pagamento da parcela do 13º salário. “Isso alivia um pouco, mas não resolve o problema. Nós vamos continuar em vigília até que ela [presidenta da Petrobras, Graça Foster] cumpra os compromissos que assumiu com a categoria. Nós vamos ficar mobilizando a base”, destacou.

CTB
          

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