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O jovem na construção da engenharia unida  /  Notícias

10/11/2015

Marcellie Dessimoni, João Carlos Gonçalves Bibbo e Antonio Florentino de Souza Filho na mesa de abertura do seminário

No dia 7 de novembro último, o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo ( Seesp) reuniu estudantes e recém-formados em engenharia no primeiro seminário que discutiu os desafios profissionais e o protagonismo do jovem engenheiro. A atividade reuniu, das 9h às 18h30, mais de 80 pessoas, além de diretores da entidade, na sede do sindicato, na Capital paulista. Foram discutidos, em debates entusiasmados, a participação dos jovens na construção de uma nova etapa do sindicalismo brasileiro, os direitos e deveres dos profissionais, os desafios e oportunidades do mercado de trabalho e, finalizando, a democratização da mídia e comunicação sindical.

À abertura, o vice-presidente do sindicato, João Carlos Gonçalves Bibbo saudou os participantes e destacou que o evento era um marco na história do SEESP ao projetar um novo olhar sobre os movimentos social, sindical e político do País. “Estamos aqui para compartilhar conhecimento e experiências”, conclamou. O presidente Murilo Celso de Campos Pinheiro, ao final dos trabalhos do período da manhã, reforçou o convite para que os jovens da área participem das atividades sindicais, e que eles podem fazer a diferença na construção da engenharia unida em defesa do desenvolvimento do País. “Vocês podem ajudar a fazer um sindicalismo moderno e ainda mais atuante.”

Pinheiro ressaltou, também, a importância da criação, pelo sindicato, do Núcleo Jovem Engenheiro, em julho último, para incentivar a juventude engenheira a participar, efetivamente, das discussões sobre os vários desafios da profissão, assim como as questões que mexem com o cidadão brasileiro. “Não estamos aqui só para fazer críticas. Não basta dizer o que está errado, devemos mostrar o que é o correto”, defendeu. E acrescentou: “Vale a pena lutar e se indignar, mas com unidade.”

 

As empresas e os governos, prosseguiu o dirigente, perceberam que o engenheiro é essencial ao desenvolvimento do País. “Isso ficou bem claro com a realização de grandes obras de infraestrutura, nos últimos anos.” Tal situação, lembrou, é bem diferente da década de 1980, quando um profissional abriu uma lojinha, na Avenida Paulista, em São Paulo, com o seguinte nome “O engenheiro que virou suco”. “Sabemos das dificuldades atuais, mas nós discutimos crescimento, e não recessão. Por isso, tenho muita esperança em nosso País.”

Antonio Florentino de Souza Filho, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Piauí (Senge-PI) e diretor da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), prestigiou o seminário e parabenizou o SEESP pela iniciativa que servirá de base a outros sindicatos para fazer o mesmo. “O movimento sindical precisa ser renovado com essa nova geração para buscar novos rumos para a engenharia”, realçou. O dirigente do Piauí fez questão de mostrar aos jovens participantes do seminário o projeto Cresce Brasil lançado em 2006 pela FNE, que, a partir de debates intensos em vários estados brasileiros, levou orientação de desenvolvimento ao País. E apontou: “É responsabilidade nossa apresentarmos caminhos para sair da crise.”

O seminário só foi possível com o trabalho prévio do Núcleo Jovem Engenheiro e da área de Oportunidades e Desenvolvimento, ambos do SEESP, que visitaram, entre agosto e outubro, várias universidades paulistas de engenharia, tendo contato com mais de mil estudantes. Marcellie Dessimoni, coordenadora do núcleo, classificou a atividade como “pontapé” inicial do movimento do jovem engenheiro. “Estamos num momento de construção, por isso precisamos da participação ativa do estudante e do recém-formado para discutirmos propostas e definirmos ações. Queremos e precisamos fazer a diferença”, conclamou


* Confira mais fotos do seminário aqui

Rosângela Ribeiro Gil - Imprensa Seesp
          

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