12/02/2016

A Agência Espacial Brasileira, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é responsável por formular e coordenar a política espacial brasileira desde 1994

A Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), completou 22 anos nesta quarta-feira (10). Responsável por formular e coordenar a política espacial brasileira desde 1994, a AEB atua em diversos segmentos que impactam diretamente a vida dos brasileiros.

Além de colocar satélites de comunicação na órbita terrestre, a agência tem priorizado investimentos em coleta de dados para fins ambientais e hidrometeorológicos. Por meio dessa tecnologia, o Brasil será capaz de fornecer ferramentas para que pesquisadores possam estudar mais sobre desastres naturais, chuvas, umidade do ar e, inclusive, investigar a migração e a incidência de determinados mosquitos, como por exemplo, o Aedes aegypti, causador da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya.

“A AEB tenta resolver um problema antigo que sofremos por falta de dados na área meteorológicas. Temos várias sugestões para resolver essa questão, e uma delas é desenvolver um satélite geoestacionário que sirva para esse propósito” afirma o presidente da Agência, José Raimundo Braga Coelho. A meteorologia serve como previsor. Temos que ter não somente para contribuir com o sucesso da nossa agricultura como também para contribuir com o monitoramento de possíveis desastres naturais. Qualquer governo tem preocupação com a prevenção de desastres naturais. O governo brasileiro acabou criando um órgão próprio para isso, que é o Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais].”

Outra frente de trabalho AEB se refere a capacitação e formação de profissionais qualificados no País. No ano passado, observa o presidente, a Agência conquistou importantes resultados com um programa de capacitação e formação de recursos humanos voltados ao desenvolvimento e lançamento de satélites de pequeno porte em conjunto com universidades nacionais e do exterior.

“A AEB está totalmente envolvida na formação de recursos humanos”, diz. “Temos a iniciação com várias universidades do Brasil e escolas para formar crianças e universitários na nossa área dando a possibilidade inclusive de desenvolver satélites. Há um comprometimento muito grande com a formação de quadros para o futuro próximo do Programa Espacial Brasileiro, para isso temos colaboração com os Estados Unidos, através da Nasa, e diversos países como a China, onde estudantes brasileiros estão estudando.”

Programa CBers

Ele cita também o programa de satélites de sensoriamento remoto CBers, realizado em parceria com a China, que colocou em órbita o quinto exemplar da série em dezembro de 2014. “Estamos envolvidos no sexto satélite. O CBers enriqueceu o programa espacial puramente brasileiro. Isso aconteceu porque o objeto que foi escolhido é de interesse mútuo. É bom para os dois países, exige desenvolvimento conjunto e rapidez do Brasil para fazer a sua parte no programa”, afirma José Raimundo.

Os nanossatélites Serpens, NanosatC-BR1 e Aesp-14 se unem às realizações da instituição que têm dado continuidade aos esforços empreendidos pelo Governo Federal para promover a autonomia do setor espacial. Entre estas ações destaca-se a concepção da Plataforma E2T (Espaço Educação e Tecnologia) com foco sinergético nas ações de divulgação, desenvolvimento tecnológico e formação de massa crítica para as áreas de atuação do Plano Nacional de Atividades Espaciais (Pnae). O primeiro projeto no âmbito da Plataforma E2T será o Centro Vocacional Tecnológico da Área Espacial (CVT-Espacial), a ser inaugurado e implementado neste ano.

“Essa série de ações e atividades demonstra que há várias maneiras de se tornar autônomo e não necessariamente sozinho, mas desfrutando do conhecimento e das experiências de outros países. A Agência Espacial continua perseguindo isso: que todas as iniciativas, principalmente aquelas realizadas em conjunto com outros países, sejam benéficas para o Programa Espacial Brasileiro”, afirma.

 

MCTI
          

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