18/02/2016

Movimento sindical participou de reunião com o governo e empresário de forma unida em defesa do desenvolvimento e dos direitos dos trabalhadores. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

A unidade de ação do movimento sindical foi decisiva para uma importante vitória na reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social, realizada na quarta-feira (17/02), em Brasília, ao mostrar claramente que não interessa, no momento, a discussão da reforma da Previdência Social muito menos a quebra de quaisquer direitos dos trabalhadores. A avaliação é do consultor sindical João Guilherme Vargas Netto. “Sindicatos, centrais sindicais e entidades de aposentados sabem que a guerra que se prevê é longa e difícil, mas já saem com uma vitória importante. O debate fundamental é a retomada do desenvolvimento e a luta contra a recessão”, observou.

Nesse sentido, as entidades sindicais reafirmaram a necessidade da implantação, como política econômica, dos sete pontos constitutivos do documento “Compromisso pelo desenvolvimento”, lançado em dezembro último. Posição endossada pelo vice-presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Carlos Bastos Abraham, presente à reunião: “Queremos a recuperação da atividade econômica, com a geração de emprego. Precisamos de um plano de contingência imediato para cortar a onda de desemprego, ponto mais crucial neste momento.”

Conduzindo os trabalhos do fórum, que ocorreram, excepcionalmente no Palácio do Planalto, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, declarou que o governo estava agregando à agenda do fórum o tema da previdência, mas destacou que as discussões sobre a retomada do crescimento terão continuidade.

Para o movimento sindical, as propostas em busca de um ciclo virtuoso que gere emprego e renda são a prioridade do momento. “Sem a retomada do crescimento é impossível falar de Previdência”, enfatizou o vice-presidente da Força Sindical, Miguel Torres. Já o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre, apresentou números para mostrar a preocupante situação atual dos trabalhadores. Segundo ele, no início do governo Lula, eram 65 mil trabalhadores, número que subiu para 110 mil na saída do ex-presidente Lula. Hoje, esse número voltou para os 65 mil trabalhadores, ligando o sinal de alerta, disse o sindicalista.

A FNE, em sintonia com os demais integrantes do fórum, segue firme em defesa do desenvolvimento. “São essas medidas que irão fortalecer todo o movimento da engenharia”, avaliou Abraham.

Vargas Netto ressalta que, apesar da vitória da unidade sindical, os problemas continuam existindo, “até porque, cumprindo o seu papel institucional, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o vice-ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, fizeram exposições quase catastróficas”. E acrescenta: “Mas garantimos a nossa presença unificada e com conhecimento de causa nos grupos temáticos que vão discutir temas relacionados à Previdência Social.” Os grupos, segundo Rossetto, fazem parte de um "roteiro de discussão" que envolverá representantes dos trabalhadores, aposentados e empresários, mas afirmou, todavia, que o governo ainda não tem uma posição fechada sobre as iniciativas de reforma da Previdência que pretende encaminhar ao Congresso Nacional no prazo de dois meses.

As entidades foram convidadas para uma nova reunião, que acontecerá no dia 26 de fevereiro, onde serão discutidos os investimentos no Fundo de Garantia (FGTS). O fórum foi criado pelo governo, no ano passado, e é integrado pelo setor empresarial, sindicatos e os ministérios do Trabalho, da Fazenda, do Planejamento e da Indústria.

Rosângela Ribeiro Gil/Imprensa SEESP. Com informações de Renata Dias/In Press
          

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